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"Rede de imãs infiltrados": Detenções massivas na Turquia

"Rede de imãs infiltrados": Detenções massivas na Turquia
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De  Euronews
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Mais de 1000 pessoas detidas na Turquia. Ministro do Interior turco diz ter desmantelado "uma rede de imãs infiltrados".

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Mais de mil pessoas presas na Turquia desde esta noite e o número continua a somar porque há mais de 3 mil nomes na lista. As operações de detenção atravessam as 81 províncias turcas, os detidos são todos conduzidos à capital, Ancara. O alvo são alegados seguidores de Fethullah Gulen, o clérigo islâmico exilado nos Estados Unidos, culpado do golpe de Estado do ano passado.

O Ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, formalizou as detenções traduzindo-as numa “operação conjunta do Ministério da Justiça e do Procurador Geral de Ancara que descobriu, desvendou e desmantelou uma estrutura secreta de imãs que se havia infiltrado nas forças policiais e tentava conduzi-las desde o exterior para formar uma estrutura policial alternativa, que negligenciou as instituições estatais e tentou impor exigências e agenda próprias.”

Ao golpe de Estado falhado em Julho, Erdoğan fez suceder uma purga interna. Mais de 47 mil é o número de pessoas detidas até à data, das quais mais de 10 mil eram agentes de polícia e 7 400 pertenciam ao exército. Adicione-se mais 120 mil pessoas despedidas ou suspensas de funções.

Fetullah Gülen, por seu lado, líder do Hizmet, um movimento islâmico representado em mais de 180 países, continua a afirmar a sua distância do golpe de Estado, – um Estado em que Erdoğan reforçou e ampliou os poderes constitucionais da Presidência num referendo polémico este mês e que diz não ir esperar para sempre pela recepção na União Europeia.
Um referendo sobre a pena de morte, tal como já anunciado pelo Presidente turco, seria decisivo na admissibilidade enquanto futuro Estado-membro.
Erdoğan continua a pedir aos Estados Unidos que extraditem Gülen, de 77 anos. Se concedida, a extradição antecederia 1 900 anos de prisão acrescidos à pena de prisão perpétua, pedidos pelos advogados do Ministério Público turco.

Erdoğan reclama ainda a falta de reconhecimento da UE quanto ao papel preponderante da Turquia na questão da crise de refugiados e vai acrescentando que é a islamofobia europeia que mantêm o país à distância.

Esta é uma semana crítica para as conturbadas relações Turquia por inclusão na agenda da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco europeu a reunir esta sexta-feira com o tema em cima da mesa, depois de, nesta quarta-feira, se terem reunido os legisladores europeus para analisar a jurisdição quanto a Ancara.

Há ainda a perspectiva da reunião de Erdogan com Vladimir Putin em Sochi, Rússia, agendada para 3 de Maio, em que a questão Síria vai estar em foco. Erdogan declarou que o presidente russo lhe terá dito que não era “advogado” de Bashar al-Assad, dando a entender que não oferecerá resistência à crescente oposição da continuidade do Presidente sírio no futuro.

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