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Familiares dos "43" desaparecidos exigem respostas e denúnciam repressão

Familiares dos "43" desaparecidos exigem respostas e denúnciam repressão
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De Francisco Marques
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Pais e amigos dos estudantes de Ayotzinapa, no México, desaparecidos a 26 de setembro de 2014 voltaram a manifestar-se num dia 26, pedindo mais acutilância à investigação das autoridades.

Mais de dois anos e meio depois, os pais dos 43 estudantes de Ayotzinapa desaparecidos em Iguala continuam a exigir respostas às autoridades do México.

Cerca de meio milhar de pessoas, incluindo familiares, participaram esta quarta-feira numa marcha na Cidade do México, durante a qual denunciaram também a repressão de que dizem ter sido alvo terça-feira por parte da polícia durante uma manifestação diante da Secretaria do Governo.

As autoridades alegaram ter recorrido a elementos dissuasores como gás lacrimogéneo após os agentes terem sido atacados “por indíviduos alheios ao movimentos dos familiaresdos estudantes desaparecidos.”

O porta-voz dos familiares dos estudantes desaparecidos, Epefanio Alvarez, pai de Jorge Alvarez Nava, um dos desaparecidos, diz “basta”: “Não aceitamos mais mentiras. Até quando, perguntamos nós, os pais e mães, vamos ter de esperar por uma resposta clara, uma verdade, algo que não seja uma mentira, algo que não seja sujo?”

Preocupa que a 2 años, 7 meses de desaparición, paradero de 43 estudiantes #Ayotzinapa siga siendo desconocido https://t.co/4OuS7CspmJ

— CIDH (@CIDH) 25 de abril de 2017

“Esta marcha representa a 31.a ação global por Ayotzinapa e pelo México. Acontece em todos os dias 26 como forma de recordar que nos continuam a faltar 43 e que o assunto não está resolvido”, explicou à agência espanhola Efe o advogado dos familiares, Vidufo Rosales.

O protesto desta quarta-feira sucedeu a uma recente visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos à Procuradoria-Geral do México, na qual foi expressada “preocupação de maneira muito contundente pela falta de celeridade na investigação e de novos indícios desde dezembro de 2015”, referiu Paulo Abrão, secretário executivo da CIDH.

Na terça-feira foi, entretanto, capturado em Querétaro um suspeito de envolvimento no desaparecimento dos estudantes. Walter Alonso de Loya é um alegado membro de um cartel a operar em Huitzico, mas o advogado dos familiares alega que a detenção não será relevante porque “é apenas mais um detido entre os 180 existentes e que não acrescenta nada de novo.”

La CIDH afea a México el estancamiento del ‘caso Ayotzinapa’ https://t.co/2L9A263vRG

— Paulo Abrāo (@PauloAbrao) 23 de abril de 2017

O caso ocorreu a 26 de setembro de 2014 — há 31 meses. As suspeitas apontam para o envolvimento de polícias corruptos que teriam detido os 43 estudantes de Ayotzinapa devido à manifestação antigoverno em Iguala e que os teriam entregue a um cartel local.

Teme-se que os estudantes tenham sido assassinados e os cadáveres incinerados numa vala comum. Mas até agora não foi encontrado qualquer indício do paradeiro dos estudantes e os familiares continuam a acreditar ser possível que estejam algures vivos e exigem mais acutilância à investigação das autoridades mexicanas.

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