Família de jornalistas obrigada a fugir para a Grécia

Família de jornalistas obrigada a fugir para a Grécia
De  Euronews
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A família Guven pediu asilo. Enquanto não obtêm resposta tentam viver a vida com a maior normalidade. Para Tuba, voltar para a Turquia não é uma opção.

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Para Tuba e Cevheri Guven, a noite da tentativa de golpe de Estado, na Turquia mudou-lhes, para sempre, a vida.

Cevheri era um jornalista e conhecido ativista dos Direitos Humanos, Tuba era jornalista, também, e trabalhava para a TRT – A Corporação Turca de Radio e Televisão.

Um ano depois, têm uma nova vida e uma nova casa no centro de Salónica, na Grécia.

Cevheri explica porque tiveram de abandonar a Turquia.

“Na verdade, começámos a ter medo quando ouvimos falar de Golpe de Estado. Quer fosse bem-sucedido ou não, nós sabíamos que, de qualquer maneira, as pessoas democráticas na Turquia seriam enviadas para a prisão. É por isso que, assim que ouvi falar de tentativa de golpe de Estado fiquei preocupado tanto pela minha família como por mim também. Dois dias após a tentativa a conta do Twitter do Partido da Justiça e Desenvolvimento começou a divulgar, na internet, o nome dos jornalistas que estavam a ser detidos. Após a divulgação desta lista, a polícia realizou operações em todo o lado. A minha casa, a polícia veio três vezes. Depois, escondi-me durante quase um mês. A Tuba, também, se escondeu em outro sítio pois eles estavam a prender as mulheres dos jornalistas que não conseguiam encontrar. Depois disso, decidimos fugir para a Grécia”, conta o jornalista.

Cevheri era bem conhecido das autoridades turcas. Em 2015, foi detido por publicar uma fotografia contra o presidente Recep Tayyip Erdogan na revista Nokta.

Hoje, continua a colaborar com alguns portais de notícias turcos

Mesmo em segurança, Tuba não esquece as dificuldades que enfrentaram até chegarem à Grécia.

“Juntos fomos para Edine. De seguida, atravessámos o rio Meric, num barco dos traficantes, para o lado grego. Durante quatro dias ficámos na esquadra sob vigilância policial. Tivemos de ficar durante 14 dias num campo de refugiados. Depois, chegámos aqui com os nossos filhos. A Minha filha começou aqui a escola primária e terminou o primeiro ano. O meu filho está há um ano no infantário. Claro que desistir de tudo, do teu trabalho, da tua vida e começar do zero, é uma história difícil. Mas não podemos fazer nada”, suspira.

A família Guven pediu asilo. Enquanto não obtêm resposta tentam viver a vida com a maior normalidade. Para Tuba, voltar para a Turquia não é uma opção.

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