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FARC: Da guerrilha para a política

FARC: Da guerrilha para a política
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As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – uma das mais antigas guerrilhas da América Latina – convertem-se em força política. O congresso que define as linhas do novo partido começou este domingo em Bogotá

Escreve-se uma nova página na história do país, que viveu mergulhado na violência durante várias décadas.

O antigo comandante rebelde, Rodrigo Londono, cujo nome de guerra era “Timochenko” afirmou:
“Temos grandes desafios pela frente e múltiplas dificuldades. Nada é fácil no mundo político, muito menos a atividade revolucionária. O regime e o sistema não estão feitos para nós, mas estamos integrados neles e dispostos a mudá-los”

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que, com Raul Castro, foi o obreiro do acordo que levou à entrega das armas por parte das FARC congratulou-se com esta iniciativa e pediu a reconciliação

Até quinta-feira, os 1200 delegados vão definir a linha política e o nome deste novo movimento político de esquerda. Para além disso, o congresso deverá nomear os candidatos às eleições de 2018. Para já, serão designados dez representantes – cinco deputados e cinco senadores – para o atual parlamento, que conta com 268 assentos.

No final dos trabalhos, o partido será publicamente apresentado na Praça Bolívar, em Bogotá, onde se encontra a assembleia nacional e muito próximo do palácio presidencial.