Os funcionários estão contra a proposta da administração de tornar obrigatório trabalhar ao sábado. Uma medida prevista a partir do início de 2018 e que tem por objetivo aumentar a produção devido ao novo modelo, o SUV T-Roc.
A Autoeuropa está parada.
A greve dos trabalhadores da fábrica da Volkswagen de Palmela, começou às 23:30, horas de Lisboa e vai prolongar-se até à meia-noite de quinta-feira.
Os funcionários estão contra a proposta da administração de tornar obrigatório trabalhar ao sábado. Uma medida prevista a partir do início de 2018 e que tem por objetivo aumentar a produção devido ao novo modelo, o SUV T-Roc.
Para os sindicatos, a proposta da administração coloca em causa a qualidade de vida dos trabalhadores.
“É um horário que na nossa opinião, na opinião dos trabalhadores, contribui para baixar a produtividade. No ponto de vista da prevenção da saúde, é mau para os trabalhadores e é mau para a empresa”, afirma Rogério Silva.
Para o coordenador da Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas – CGTP-IN), há alternativas à proposta da administração da Autoeuropa: “Sabemos que há outros regimes de horários de trabalho e que não iguais a este que a Autoeuropa quer impor em Portugal. A Volkswagen anunciou uma nova viatura, tem como objetivo produzir cerca de 240 mil unidades. Os trabalhadores querem corresponder a essa produção mas nestas coisas tem de haver equilíbrios. Não podem ser sempre os trabalhadores a ceder direitos e a Autoeuropa e a Volkswagen, de ano para ano, cada vez mais lucros”, diz.
O sindicalista acredita que os trabalhadores estão unidos e sabem aquilo que não querem.
Segundo o jornal Diário de Notícias, esta paragem da produção por pouco mais de um dia pode custar até cinco milhões de euros à unidade da Volkswagen de Palmela.
Contactada pela euronews, a administração da Autoeuropa afirmou que se pronuncia sobre o assunto esta quarta-feira.