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O anúncio do fim do programa DACA provoca protestos em várias cidades americanas

O anúncio do fim do programa DACA provoca protestos em várias cidades americanas
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O anúncio do fim do programa DACA, que protegia cerca de 800 mil jovens chegados clandestinamente aos Estados Unidos e lhes permitia estudarem, provocou manifestações de protesto por todo o país.

A mensagem chegou no primeiro dia de aulas para milhões de estudantes americanos.

Numa conferência de imprensa, em Nova Iorque, uma jovem, Flor Reyes, exprimia-se inconsolável:

“Não sei como vou chegar a casa logo e dizer à minha mãe que a ajuda que lhe tenho vindo a dar, já não existe. Neste momento temos que manter-nos de pé e temos que garantir que o congresso se responsabiliza por aquilo que nos prometeu”.

Uma das primeiras reações chegou de Barack Obama, o obreiro deste programa. O antigo presidente escreveu num tweet “atacar os jovens lutadores e cheios de esperança que cresceram aqui esté errado, porque eles não fizeram nada de mal. Leiam o meu texto no Facebook”.


No texto do Facebook, Obama escreve que a decisão é “cruel” e “contraproducente” e pede ao congresso que aprove uma lei que resolva a situação com um “sentido de urgência moral”.

Face às reações, Donald Trump afirmou ter “admiração e compaixão” pelos jovens imigrantes que estão no país a coberto do programa DACA e, mais tarde, num tweet escrevia que o congresso vai ter seis meses para legalizar o DACA e se não conseguir, ele voltará ao assunto.


Ainda vai ser preciso que o congresso esteja de acordo com o presidente. O senador republicano, Lindsey Graham diz que o presidente tem que se envolver nesta questão e aconselha-o a pegar no telefone para convencer os congressistas.