EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

Bissau celebra independência na sombra das divisões

Bissau celebra independência na sombra das divisões
Direitos de autor 
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button

Nações Unidas apelam a diálogo verdadeiro entre as partes e pedem revisão constitucional.

PUBLICIDADE

As partes em conflito na Guiné-Bissau celebraram os 44 anos da independência do país da África Ocidental separadamente, no que é visto como um reflexo do que se vive a nível político.

O presidente da República, José Mário Vaz, fez um discurso centrado na independência, na localidade de Gabu, a cerca de 200 quilómetros da capital, Bissau.

Um discurso que foi boicotado pelos principais dirigentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde, o PAIGC, que preferiram realizar um evento paralelo, a cerca de 40 quilómetros de onde discursava o presidente.

Uma grave crise política

A Guiné-Bissau passa por um período de instabilidade política desde que, em agosto de 2015, o presidente Vaz retirou a confiança ao primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Simões Pereira é líder do PAIGC, partido ao qual ambos políticos pertencem.

O chefe de Estado rejeitou a não aplicação, da parte do PAIGC, do acordo de Conacri, assinado na capital da vizinha Guiné, em outubro de 2016, na tentativa de resolver o impasse político de um país consumido por caídas de Governos, confrontos e golpes de Estado desde a independência.

O acordo contou com a mediação do presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, e foi levado a cabo sob o auspício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CDAO).

Prevê um procedimento baseado no consenso para escolher um primeiro-ministro que goze da confiança do presidenteO chefe de Governo transitório deverá ocupar o posto até às eleições legislativas de 2018.

O presidente guineense disse, a respeito do Acordo de Conacri, que “a resolução da crise está nas mãos dos guineenses e não da Comunidade Internacional”.

Nações Unidas apelam à um diálogo “verdadeiro”

O Conselho de Segurança da ONU apelou, no mês de setembro, aos protagonistas da crise que levassem a cabo “um diálogo verdadeiro.”

As Nações Unidas preocupam-se também com a questão da revisão constitucional.

A Constituição da Guiné-Bissau prevê atualmente que o primeiro-ministro seja eleito com a maioria de 57 deputados em 102 da Assembleia.

Ora, depois de cerca de 15 membros do PAIGC terem começado a confrontar o próprio grupo parlamentar, o partido perdeu possibilidade de maioria nos votos, situação que o presidente Vaz tenta compensar com recurso a uma maioria alternativa, com os 41 deputados do Partido da Renovação Social (PRS) e os 15 deputados que estão contra o PAIGC.

Entretanto, no sábado, sete partidos políticos, incluído o PAIGC, pediram que se fizesse ouvir a oposição ao presidente guineense, através de “um processo de desobediência civil” e de “manifestações nas ruas”.

Com AFP

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Junta militar do Níger responde com demonstração de força ao fim do prazo do ultimato

Presidente do Níger detido em tentativa de golpe de Estado

Presidente do Níger denuncia tentativa de golpe