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Crise dos Rohingya sem fim à vista

Crise dos Rohingya sem fim à vista
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A organização não-governamental, Human Rights Watch, diz que estão a ser cometidos crimes contra a humanidade contra muçulmanos, no estado de Rakhine, no Myanmar e pede ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sanções e o embargo de armas ao país. A situação é de calamidade para quem fugiu do país e se refugiou no Bangladesh. A agência da ONU para os Refugiados pede a duplicação da ajuda internacional para os quase 500 mil refugiados, 60 por cento deles crianças:

“Não há tratamento para o meu filho, é por isso que ele está a piorar de dia para dia”, diz Jasmine, uma das refugiadas.

O porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados diz que o êxodo maciço de pessoas, que procuram segurança, superou as capacidades de resposta e que é difícil estabilizar a situação. A UNICEF é uma das organizações que se debate no terreno:

“Quanto mais rápido trouxermos novos mantimentos, mais rápido estamos em coordenação com os nossos principais parceiros, seja o governo do Bangladesh ou ONG’s nacionais e poderemos proporcionar serviços melhores para as crianças necessitadas”, explica Jean-Jacques Simon, responsável pela comunicação da UNICEF no Bangladesh.

Quanto às acusações da Humans Rights Watch, um porta-voz do governo nega qualquer crime contra a humanidade em Rakhine, apesar do responsável jurídico da ONG, James Ross, garantir que os Rohingya estão a ser “brutalmente” expulsos deste estado do norte do Myanmar.

Já o governo da antiga Birmânia diz ter encontrado, pelo menos, 45 hindus mortos em três valas comuns, neste estado, e acusa os insurgentes muçulmanos por estes assassinatos.