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Madrid: Referendo na Catalunha é anti-democrático

Madrid: Referendo na Catalunha é anti-democrático
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Com a Catalunha ao rubro, entre cargas policiais e a participação maciça dos eleitores na consulta popular sobre a independência da região autónoma, o primeiro ministro do governo de Espanha guarda silêncio.

Mariano Rajoy encarregou a vice-presidente do executivo, Soraya Sáenz de Santamaría, de comunicar a versão de Madrid sobre os acontecimentos na Catalunha.

“Não houve referendo, nem nada que se lhe pareça. Nunca fez sentido seguir esta via de irracionalidade e não faz sentido continuar. Peço ao governo regional catalão e aos seus parceiros que ponham termo a esta irresponsabilidade”, disse Soraya Sáenz de Santamaría, no Palácio da Moncloa.

“Ficou demonstrado que o Estado democrático de direito funciona e que dispõe das ferramentas necessárias para garantir o cumprimento das decisões judiciais que protegem os direitos de todos. A total irresponsabilidade do governo regional catalão teve que ser complementada pelo profissionalismo das forças e orgãos de segurança, que cumpriram as ordens da justiça. Eles agiram profissional e proporcionalmente. O alvo das suas ações nunca foi a população, mas o material eleitoral. Procuraram sempre proteger os direitos e as liberdades.

Não sei que experiência de vida tem o Sr. Puigdemont, mas a democracia espanhola não funciona assim. Já há muito tempo que nos desembaraçámos de uma ditadura, na qual havia um homem que dizia que a sua palavra é lei. A lei é aquilo que os parlamentos determinam no respeito das normas democráticas, aquilo que os tribunais aplicam e que as forças e órgãos de segurança do Estado cumprem.”

Não é apenas Rajoy o único desaparecido – não se pronunciaram ainda Pedro Sánchez, o secretário geral do PSOE, nem Albert Rivera, o presidente do partido Ciudadanos.