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A sucessão da "mamã" Ellen

A sucessão da "mamã" Ellen
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O dez de outubro fica marcado pela escolha do sucessor da primeira mulher presidente em África. Há 12 anos, aconteceu uma surpresa com a vitória da esperança e da consolidação da paz na Libéria. Ellen Johnson Sirleaf venceu as presidenciais de 2005 e prestou juramento em janeiro de 2006 num país em ruínas após uma sangrenta guerra civil que fez pelo menos 140 mil mortos. A força e a determinação da primeira mulher chefe de Estado africana foram fundamentais para manobrar o país e fazê-lo sair do ódio e de um abismo económico.

Em 2011, candidata à reeleição, torna-se na terceira mulher a receber o Nobel da Paz… quatro dias mais tarde, é reeleita chefe de Estado. O candidato opositor retirou-se na segunda volta, Sirleaf ganhava com 90% dos sufrágios mas com apenas 36% de participação. Um momento marcado por alguns confrontos nas ruas, violência que os capacetes da ONU fizeram frente.

O grande desafio passaria a ser a crise económica, mas os esforços de Sirleaf seriam quase em vão. Tendo conseguido manter a paz – a ONU passou-lhe testemunho da segurança em 2016 -, teve que enfrentar a mortífera epidemia do vírus Ébola em 2014. Uma tragédia com mais de 4800 mortos que colocou novamente de joelhos uma economia em reanimação. O país está em recessão há três anos consecutivos depois de ter conseguido passar de uma contração de mais de 30 , logo após a guerra, para um crescimento médio de 7.

“Mamã” Ellen, como é conhecida, é a primeira a dizer que há ainda muito por fazer na Libéria, especialmente na luta contra a pobreza, na melhoria da educação, no acesso à justiça e na igualdade de género.