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Cruz Vermelha anuncia "retirada" do norte do Afeganistão

Cruz Vermelha anuncia "retirada" do norte do Afeganistão
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A insegurança no Afeganistão obriga a Cruz Vermelha (CV) a uma “retirada estratégica” do norte do país depois de sete dos seus funcionários terem sido mortos em vários ataques desde Fevereiro.

A organização anunciou o encerramento de duas delegações em Kunduz e Faryab, assim como a redução da sua atividade no único centro de reabilitação de feridos em Mazar-i-Sharif.

Uma decisão drástica que, segundo a responsável da delegaçâo afegã, Monica Zanarelli, tem por objetivo limitar os riscos para os seus funcionários, vítimas também de três sequestros nos últimos meses.

“A exposição ao risco tornou-se o nosso maior desafio e a nossa maior preocupação. Sabemos que o risco zero não existe no Afeganistão e esse nunca foi o nosso cenário”, declarou Zanarelli.

A decisão da Cruz Vermelha volta a revelar a degradação da segurança no país, abalado por uma nova série de atentados atribuídos a combatentes próximos do grupo Estado Islâmico que levaram a NATO e os Estados Unidos a rever a sua retirada militar do terreno.

A Cruz Vermelha está presente há mais de 30 anos no Afeganistão, contando com mais de 1.800 funcionários no terreno, 120 dos quais de nacionalidade estrangeira.

A organização tinha suspendido temporariamente as suas atividades no país em Fevereiro, após o assassínio de seis funcionários, e em Setembro, após a morte de uma funcionária espanhola em Mazar-i-Sharif, abatida por um paciente em cadeira de rodas.