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Eleições checas: Perfil de um Estado da Europa Central

Eleições checas: Perfil de um Estado da Europa Central
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As eleições legislativas na República Checa têm lugar nos dias 20 e 21 deste mês de outubro. O país é membro da União Europeia desde maio de 2004, ainda que se mantenha fora da zona euro. A República Checa conta com uma população residente semelhante à população de Portugal: 10, 6 milhões de habitantes. Aqui ficam alguns dados mais importantes para entender um pouco melhor este Estado da Europa Central.

Um pouco de História: dos Eslavos do Oeste a dois Estados soberanos

Em 1918, os Eslavos do Oeste, deixavam a tutela do Império austro-húngaro. O novo Estado, integrado por checos e eslovacos recebe o nome de Checoslováquia. Duas décadas depois, os nazis ocupam os Sudetas.

Em 1939, Boémia e a Morávia são anexadas, enquanto a Eslováquia se torna num Estado satélite do Terceiro Reich até 1945, altura em que a Checoslováquia recupera a soberania. Três anos depois, o chamado “golpe de Praga”, faz com que o país entre na órbita da então União Soviética.

A chamada “Primavera de Praga”, em 1968, foi reprimida por Moscovo. Pouco mais de duas décadas depois, em 1989, tem lugar a “Revolução de Veludo”, que põe termo ao domínio soviético.

Depois de uma fase de Estado federal, nascem, em 1993, dois Estados soberanos distintos: A Eslováquia ou República Eslovaca e a Chéquia, oficialmente, República Checa.

Contexto político atual

O atual Governo de centro-esquerda, no poder desde 2014, é composto pelo Partido social-democrata, o CSSD, do primeiro-ministro Bohuslav Sobotka, pelo movimento populista ANO e pelos cristãos-democratas do KCL.

Sobotka assumiu o poder depois de uma série de escândalos que fez cair o Governo de centro-direita de Petr Necas, em 2013.

O chefe de Estado é eleito via sufrágio universal direto desde 2013, para um mandato de cinco anos. O primeiro a ter vencido umas eleições segundo o novo sistema foi Milos Zeman, considerado como um veterano da esquerda checa, pró-russo e pró-chinês, conhecido pelas posições contra a migração.

Uma economia fortemente dependente da zona euro

A economica checa depende fortemente da indústria automóvel e das exportações para a zona euro, tendo abandonado uma forte crise em 2013.

Dados oficiais apontam para um crescimento de 5,3% em 2015, mas que desceu depois para 2,6% no ano passado. O banco central checo aposta num crescimento do PIB na ordem dos 3,6% este ano.

A República Checa foi o primeiro país do antigo bloco comunista a ser admitido na OCDE em 1995. Quatro anos mais tarde, aderiu à Aliança Atlântica. Faz parte da União Europeia desde 2004, mas não integra a zona euro.