Angola e os Paradise Papers

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De  Nara Madeira
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O Fundo Soberano de Angola é um dos alvos visados nos "Paradise Papers" mas a administração do organismo já garantiu que todas as operações que realiza são legais.

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O Fundo Soberano de Angola é um dos alvos visados nos Paradise Papers, divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação. O documento expõe as relações pouco claras entre o Fundo Soberano de Angola, que está sob a alçada de José Filomeno dos Santos, filho do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e a empresa suíça Quan­tum Global, responsável por uma boa parte dos investimentos do fundo angolano, nas Maurícias. Os dados divulgados criam dúvidas sobre as relações entre o Fundo e a referida empresa, de Jean-Claude Bastos de Morais, alegadamente sócio do filho do ex-chefe de Estado, em vários negócios em Angola.

De acordo com a imprensa suíça, que faz parte da investigação, cerca de 3.000 milhões de dólares, deste organismo, terão sido colocados em sete fundos de investimento sediados nas Maurícias, através da Quantum Global.

Os jornais helvéticos falam ainda de um arranha-céus construído em Luanda, num terreno de uma empresa de Bastos de Morais, cuja construção terá sido garantida pelo fundo angolano, 157 milhões de dólares. O projeto e conceção de parte da torre de escritórios terá sido da responsabilidade do empresário através de outra empresa.

A administração do organismo, que gere os 5.000 milhões de dólares, em ativos, do Estado de Angola, já garantiu que todas as operações que realiza são legais, que as suas políticas e procedimentos são “rigorosos para garantir que todas as transações e investimentos realizados na sua carteira atendem aos mais altos padrões regulatórios”.

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