As imagens que marcaram 2017

As imagens que marcaram 2017
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De  Joanna GillVersão Portuguesa: Ricardo Figueira
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Um conjunto de jornalistas da Euronews, de várias áreas e redações linguísticas, escolheu as fotos que, pelo que representam ou pela sua força e impacto, marcaram o ano que findou.

Monica Pinna

Jornalista italiana / Produtora "Aid Zone"

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Fiz esta foto na Somalilândia. Hamda tinha quase dois anos e pesava apenas seis quilos, como um bebé de sete meses. Quis chamar a atenção para o facto de muitas crianças e adultos nesta zona do mundo estarem a morrer. Quando era criança, por volta dos anos 70, fiquei chocada com as fotos do Biafra. 50 anos depois, há pessoas a morrer da mesma forma. Foi muito difícil, para mim, aproximar-me da cama dela e tirar esta foto, porque ela estava em coma. Os próprios médicos não sabiam se iria sobreviver. Não sei se Hamda está viva ou não.

Hospital UNICEF, Somalilândia, 2017Monica Pinna

Ricardo Figueira

Jornalista português (Notícias)

Escolhi esta imagem do fotojornalista Rafael Marchante para foto do ano por duas razões: Em primeiro lugar, é representativa dos enormes incêndios que tivemos em Portugal no verão. Foi a maior tragédia dos últimos anos. As pessoas morreram presas nos carros, foi horrível. O mais impressionante nesta foto é a dimensão cinematográfica e essa é a segunda razão. É como num filme de ação, em que vemos o herói do filme vir em direção à câmara com um muro de chamas atrás dele. Aqui, não se trata de um herói de um filme, é um herói da vida real. É um bombeiro.

Castelo Branco, Portugal, 26.07.2017REUTERS / Rafael Marchante

Jeremy Wilks

Jornalista britânico / Produtor "Space"

Escolhi esta foto da Agência Espacial Russa porque resume a fragilidade da exploração espacial feita pelo homem. Esta é a sonda Soyuz, com os astronautas, quando regressaram à terra. Ei-los no deserto gelado das estepes do Cazaquistão, à espera de serem recolhidos. Devem sentir-se terrivelmente, depois de uma descida de quatro G, depois de terem estado num ambiente de gravidade zero durante quatro ou cinco meses, em órbita. Quando aterrarmos em Marte, será assim? Estar num deserto gelado, à espera de um carro que nos venha buscar? Gostaria de saber.

Dzhezkazgan, Cazaquistão, 14.12.2017REUTERS/Dmitry Lovetsky/Pool
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