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Parlamento da Catalunha elege Roger Torrent como presidente

Parlamento da Catalunha elege Roger Torrent como presidente
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O Parlamento da Catalunha reuniu-se hoje pela primeira vez nos últimos dois meses para eleger o independentista Roger Torrent como novo presidente do organismo.

O deputado da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), de 38 anos, foi eleito esta quarta-feira com 65 votos, contra os 56 do outro candidato, José María Espejo, do partido Ciudadanos.

A eleição do novo presidente do ‘parlament’ decorreu à segunda volta e contou com votos favoráveis dos independentistas, que totalizam 70 lugares – 34 dos JxCat (Juntos Pela Catalunha, direita separatista), 32 da ERC e quatro da CUP (Candidatura de Unidade Popular, extrema-esquerda antissistema). A votação teve ainda nove votos em branco.

Torrent foi eleito por maioria simples na segunda votação, depois de não ter alcançado a maioria absoluta necessária para ser escolhido na primeira votação, uma vez que não contou com os votos dos cinco deputados independentistas eleitos que se encontram na Bélgica fugidos à justiça espanhola – Carles Puigdemont (ex-chefe do Governo catalão), Clara Ponsatí e Lluís Puig (JxCat) e Antoni Comín e Meritxell Serret (ERC).

Além disso, três deputados independentistas estão em prisão preventiva – Oriol Junqueras (ERC, anterior vice-presidente do executivo regional), Joaquim Forn e Jordi Sánchez (JxCat) -, mas puderam votar por procuração. Nos assentos vazios ficaram fitas amarelas em forma de laço, como expressão de solidariedade e homenagem aos ausentes. Por enquanto, permanece a dúvida se Puigdemont pode regressar à presidência da região. Os apoiantes do líder do Juntos pela Catalunha já discutiram o cenário de uma governação à distância e por vídeoconferência. No entanto, o governo de Mariano Rajoy já se mostrou totalmente contra esta ideia.

Para o dia 31 está prevista a votação que deve levar à reeleição de Carles Puigdemont como presidente da Catalunha, uma vez que tem o apoio da maioria dos partidos pró-independência. Entretanto, o sonho independentista continua vivo entre muitos catalães, que hoje se manifestaram à porta do Parlamento e decoraram o gradeamento das instalações com as já icónicas fitas amarelas.