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Rússia propõe novo inquérito a ataques químicos na Síria

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Rússia propõe novo inquérito a ataques químicos na Síria

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A Rússia propôs a criação de uma nova comissão de inquérito aos alegados ataques com armas químicas na Síria. Moscovo apresentou o pedido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma iniciativa que os Estados Unidos dizem não passar de uma manobra de diversão:

"Quando a Rússia não gosta dos factos, tenta mudar o sentido da conversa. E isso é porque os factos nos remetem para uma verdade que a Rússia quer esconder: a de que o regime de al-Assad continua a utilizar armas químicas contra o seu próprio povo",acusou Nikki Haley, Embaixadora dos EUA na ONU.

A Rússia continua a criticar o inquérito conduzido pela ONU e as acusações ao regime sírio:

"Insisto na mesma questão: Porque é que é necessário um mecanismo de investigação? Ontem e hoje, mesmo antes de qualquer investigação, insiste-se que, sem sombra de dúvida, a responsabilidade é do governo sírio. Vocês são juízes e acusação", afirmou Vasily Nabenzya, o Embaixador da Rússia na ONU.

A ONU investigou, com a Organização para a Proibição de Armas Químicas, a questão, e concluiu que o governo sírio lançou um ataque com gás sarin, em abril último. O presidente sírio, Bashar al-Assad, rejeita as acusações.

Já Moscovo discorda da forma como decorreu a investigação, que diz ter sido "um fracasso total" e chegou a bloquear, no Conselho de Segurança da ONU, as tentativas de prosseguir o inquérito.

A mesma investigação concluiu que os militantes do grupo Estado Islâmico utilizaram gás mostarda em diferentes ataques.