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Cipriotas gregos céticos em relação à reunificação

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Cipriotas gregos céticos em relação à reunificação

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Nicósia é a única capital europeia que permanece dividida. E é assim há mais de 40 anos. A situação económica é debate prioritário, sendo que muitos jovens cipriotas gregos, cerca de um quarto, procuram o futuro lá fora. E cada vez menos acreditam num desfecho para as intermináveis conversações de reunificação da ilha mediterrânica, ao contrário das gerações mais velhas.

Rafaela e Iraklis nasceram a seguir à ocupação. "A solução que gostaria de ver era o fim da ocupação turca. Os cipriotas turcos podiam ficar e reclamar as terras e propriedades que deixaram deste lado. O que se passa é que, infelizmente, temos políticos que constroem as suas carreiras com base na divisão cipriota", diz-nos Iraklis.

O analista político George Kaskanis tem acompanhado os vários avanços e recuos das negociações de reunificação. E não se mostra otimista.

"Não me parece que estas eleições sejam uma grande oportunidade para uma resolução. Creio que vai depender da situação na Turquia. Em breve vai haver eleições também e o senhor Erdogan quer abarcar o eleitorado mais extremista. Por isso, não vai resolver nada em relação ao Chipre", considera.

Segundo a jornalista da Euronews Efi Koutsokosta, "nos dias que antecederam a segunda volta das eleições, o debate político foi incendiado pela intervenção do líder cipriota turco, Mustafa Akintzi, que declarou que as linhas de separação territorial previamente acordadas já não fazem sentido. Ou seja, mesmo que se retomem as conversações, o ponto de partida vai voltar a recuar".