O grupo jihadista Hayat Tahrir Al-Sham considerou este ataque um aviso aos "invasores" russos que apoiam o presidente sírio, Bashar Al-Assad.
Morreu o piloto russo capturado por rebeldes sírios na província de Idlib, depois de o avião Su-25 em que seguia ter sido abatido. A informação foi já confirmada pelo Ministério da Defesa da Rússia e pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que revelaram que o ataque foi concretizado com um sistema de mísseis antiaéreos portátil.
O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, disse que o piloto, que tinha conseguido saltar de paraquedas, recorreu à sua arma quando estava a ser capturado e foi abatido.
Segundo o Ministério da Defesa russo, citado por agências noticiosas russas, o piloto de “um avião Su-25” que caiu durante o voo na zona de Idlib “teve tempo de anunciar que se tinha ejetado na zona, sob controlo dos combatentes da Frente al-Nosra” e “foi morto em combates contra os terroristas”.
O grupo jihadista Hayat Tahrir Al-Sham, considerado o braço sírio da Al-Qaeda, já reivindicou a responsabilidade pelo ataque e avisou os russos para as consequências do apoio ao presidente da Síria, Bashar Al-Assad. A província no noroeste do país tem sido alvo de diversos ataques aéreos desde dezembro, com a tensão a agravar-se nos últimos dias.
Entretanto, a Rússia já reagiu em força. O ministério da defesa russo revelou à agência de notícias TASS que executou com sucesso um ataque que matou mais de 30 elementos das milícias locais.
A guerra civil na Síria está agora a entrar no seu oitavo ano e já fez centenas de milhares de vítimas, provocando ainda a fuga de mais de 11 milhões de pessoas.