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UE prepara cortes na política agrícola comum

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UE prepara cortes na política agrícola comum

A PAC absorve 37% do orçamento total da UE
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Esta segunda-feira teve início o primeiro encontro preparatório para a reforma da política agrícola comum (PAC).

No centro das discussões encontra-se a necessidade de colmatar o buraco orçamental deixado pela saída do Reino Unido da UE.

A comissão europeia avança com várias opções. De notar que o orçamento atual para a agricultura absorve 37% do orçamento total da União, o equivalente a 400 mil milhões de euros.

Os cortes propostos oscilam entre os 15 e 30%.

Outra proposta sobre a mesa é o retorno aos pagamentos por país. O secretário-geral da Copa Cogeca, organismo que representa os agricultores e cooperativas na Europa, afirma que renacionalizar os pagamentos não é o caminho a seguir.

00:36 SOUNDBITE Pekka PESONEN, Secretary General of COPA COGEGA, on renationalitation of payments: "Isso simplesmente quer dizer que os agricultores serão tratados de forma diferente de país para país. É claro que alguns países membros têm a vontade e capacidade para pagar aos agricultores em troca pelos serviços por eles prestados em termos de segurança alimentar e sustentabilidade. Mas também existem estados membros na Europa de leste e central que dependem em grande medida da política agrícola comum. Não podemos ignorar esses agricultores", afirma Pekka, Pesonen, secretário-geral do organismo que representa os agricultores e cooperativas agrícolas na Europa.

O encontro desta segunda-feira prepara o caminho para a discussão do próximo orçamento europeu que já não contará com a participação britânica. A França e a Alemanha anunciaram em janeiro que estão a trabalhar numa posição conjunta; no entanto, há países, como a Espanha, que pretende manter o sistema de pagamentos diretos.

"Os pagamentos diretos são o eixo principal da CAP porque têm uma função essencial: dar estabilidade aos rendimentos", adiantou Isabel García Tejerina, ministra espanhola da agricultura.

A comissão europeia pretende obter o acordo de todos os estados-membros relativamente ao novo orçamento até março de 2019.

João Ferreira