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De May para Bruxelas

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De May para Bruxelas

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REUTERS/Frank Augstein/Pool
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Recados, vários, de Londres para Bruxelas, num tom algumas vezes quase ameaçador, da Primeira-ministra britânica. O Reino Unido sabe o que quer, conhece os seus direitos, definirá quais são os seus deveres, tudo numa ótica de equilíbrio para os dois lados. Theresa May manteve a posição de que deve ser feito um acordo comercial específico, após Brexit já que os existentes, com outros países seriam prejudiciais:

"Precisamos, ambos, de enfrentar o facto de que esta é uma negociação e nenhum dos dois pode ter exatamente o que quer. Mas estou confiante de que podemos chegar a um acordo. Ambos queremos um bom acesso aos mercados uns dos outros. Queremos concorrência "justa" e "aberta" e queremos meios confiáveis e transparentes para verificar que estamos a cumprir os nossos compromissos e resolver as contendas.

Portanto, a minha mensagem para os nossos amigos da Europa é clara. Nós sabemos o que queremos. Entendemos os seus princípios. Partilhamos o mesmo interesse em fazer tudo da forma certa. Então, comecemos a trabalhar para consegui-lo", afirmou May.

Brexit significa saída da União Europeia mas em alguns casos, talvez May não queira sair:

"May tentou dar mais detalhes sobre o que quer do acordo final e admitiu que talvez não queira afastar-se de algumas agências europeias. O Reino Unido, poderá não sair das dedicadas ao Medicamento, aos Produtos Químicos, afirmando que o seu país respeitará as regras e pagará o seu quinhão. Mas frisou que a soberania parlamentar permanece intacta e que as regras podem ser rejeitadas. Deixou ainda claro que não haverá fronteira física na Irlanda do Norte. Se havia perguntas sem resposta, a sua posição está agora clara para a Europa", adianta o correspondente da euronews em Londres Vincent McAviney