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Vereadora do Rio de Janeiro morta a tiro

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Vereadora do Rio de Janeiro morta a tiro

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REUTERS/Ricardo Moraes
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Era uma estrela em ascensão no Partido do Socialismo e da Liberdade, e acabou assassinada, com o seu motorista, na noite de quarta-feira no Rio de Janeiro. Os investigadores veem a morte da vereadora Marielle Franco como política. Ela fazia parte de uma comissão que supervisionava a intervenção militar no Rio de Janeiro, era crítica desta situação e não tinha papas na língua. Chegou mesmo a criticar a polícia pelas mortes de jovens inocentes no fogo cruzado contra traficantes.

Marielle Franco, de 38 anos, tinha saído do evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas" quando, já no seu carro e em andamento, foi baleada mortalmente, repetidas vezes, por ocupantes de uma viatura que se colocou ao lado da sua.

Uma assessora da vereadora, do mesmo partido, foi atingida por estilhaços e transportada para o hospital.

O presidente brasileiro apelidou o crime de ato de "extrema cobardia" e garantiu que "não ficará impune". Michel Temer convocou uma reunião de urgência para discutir este assassinato.

Para Tarcísio Motta, membro do conselho Municipal da cidade, eleito pela mesma formação, esta morte não muda a posição do partido em relação ao facto do Exército ter assumido o controlo da cidade:

"A posição do partido sobre a intervenção não muda. A intervenção e o Exército na rua não é solução para a questão da violência e muito menos para a apuração do caso da Marielle", afirma o também membro do Conselho Municipal.

A polícia, para já, não fala em possíveis culpados.