Milhares homenageiam vereadora assassinada no Rio

Milhares homenageiam vereadora assassinada no Rio
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De  Rodrigo Barbosa com Lusa / EFE / AFP / Reuters
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Presidente Michel Temer diz que crime constitui "um verdadeiro atentado ao Estado de Direito e à democracia"

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Com palavras de ordem indignadas, milhares de pessoas manifestaram-se nas principais cidades do Brasil um dia depois do assassinato da vereadora da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Marielle Franco, símbolo da luta contra o racismo e a violência policial.

Asassinada a tiro na noite de quarta-feira juntamente com o motorista, a ativista de 38 anos foi enterrada ontem no Cemitério São Francisco Xavier, na zona portuária do Rio de Janeiro, após um cortejo acompanhado por uma vasta multidão.

Fontes próximas da investigação e mesmo líderes de gangues de tráfico de droga coincidem em afirmar que o crime aparenta tratar-se de um assassinato político.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, prometeu acompanhar pessoalmente a investigação e "punir os responsáveis por este crime bárbaro". Depois de ter classificado, através do Twitter, o homicídio como um ato de extrema cobardia", o presidente Michel Temer reagiu também numa alocução televisiva:

"O assassinato da vereadora Marielle e do seu motorista, Anderson Gomes, é inaceitável, inadmissível, como todos os demais assassinatos que ocorreram no Rio de Janeiro. É um verdadeiro atentado ao Estado de Direito e um atentado à democracia."

Lisboa acolheu também ontem uma manifestação que reuniu várias centenas de pessoas e a capital portuguesa será palco hoje de uma nova vigília.

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