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Espanha avança com a modernização militar e submete 79 programas à apreciação da NATO

Soldado no interior de um dos veículos Dragon 8x8, 16 de janeiro de 2026
Soldado no interior de um dos veículos Dragon 8x8, 16 de janeiro de 2026 Direitos de autor  Ministerio de Defensa en x.com
Direitos de autor Ministerio de Defensa en x.com
De Jesús Maturana
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A 29 e 30 de janeiro, o Governo submeterá para avaliação da Aliança Atlântica um recorde de 33.123 mil milhões de euros de despesas com a defesa. Os programas incluem tudo, desde veículos de combate até satélites de radar, embora continue a haver divergências quanto à percentagem do PIB necessária.

A reunião bilateral com a NATO em Madrid, conhecida como "Passo 3", colocará em cima da mesa o estado das capacidades militares de Espanha. A Defesa apresentará aos representantes da NATO, no final de janeiro, o objetivo de capacidades do Chefe do Estado-Maior, o aumento das tropas e os 79 programas atualmente em desenvolvimento.

Estes programas abrangem os sistemas terrestres, navais, aeroespaciais, cibernéticos e de informação. Incluem 31 Planos Especiais de Modernização, que vão desde veículos de combate com lagartas até à modernização de fragatas F-100, de sistemas de guerra eletrónica e de helicópteros multifunções.

O Plano Industrial e Tecnológico de Segurança e Defesa, aprovado em abril de 2024, mobilizou mais 10.741 milhões de euros este ano, montante que, segundo fontes do departamento liderado por Margarita Robles, foi totalmente executado.

O confronto sobre a percentagem do PIB

É este o ponto de discórdia. Na Cimeira de Haia, a Espanha comprometeu-se a destinar 2% do PIB à defesa, contra os 5% acordados pelos demais aliados. O governo de Pedro Sánchez defende que, com 2,1% do PIB, pode cumprir os requisitos de capacidade acordados. A NATO, no entanto, considera necessário um mínimo de 3,5%.

O investimento também procura reforçar a autonomia estratégica nacional e a base industrial de defesa, com uma elevada participação de empresas espanholas nos programas. Os planos incluem a transferência de conhecimentos e a redução das dependências estrangeiras.

Reforço da presença internacional

A nível operacional, a Espanha tem cerca de 4.000 militares e guardas civis destacados em 15 países durante 2025, conforme aprovado pelo Conselho de Ministros de 23 de dezembro. No entanto, de momento, não há presença militar espanhola na Gronelândia.

A participação mais significativa concentra-se no flanco oriental da NATO, com tropas na Letónia, na Eslováquia e na Roménia. Também mantém presença na operação "Esforço Persistente", que reúne missões de polícia aérea e de defesa do espaço aéreo, para além dos Agrupamentos Navais Permanentes.

O Poder Executivo descreve o balanço de 2025 como muito positivo e garante que o investimento militar veio para ficar.

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