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Russos já votam para as eleições presidenciais

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Russos já votam para as eleições presidenciais

Uma eleitora deposita o seu voto numa urna em Moscovo
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REUTERS/Gleb Garanich
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Os russos já começaram a votar para as eleições presidenciais que devem confirmar a continuidade de Vladimir Putin no poder.

Com 65 anos, o antigo oficial do KGB deverá assumir sem surpresa o quarto mandato presidencial após a sua primeira eleição em 2000, para além de ter assumido o cargo de primeiro-ministro entre 2008 e 2012. Nos primeiros dois mandatos presidenciais Putin cumpriu quatro anos, em cada um, à frente do Kremlin, tendo a duração dos mandatos sido ampliada para seis anos a partir de 2012.

Considerado como claro favorito à vitória, o maior adversário do presidente poderá mesmo ser a taxa de abstenção. Muitos dos 110 milhões de eleitores já dão a reeleição de Putin como garantida e uma fraca afluência às urnas pode afetar a sua autoridade para o próximo mandato.

Na cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky, na ponta mais a leste do país, já eram muitos os russos a depositar o seu voto desde as 07h locais, ou seja, mais doze horas do que em Portugal continental. A votação irá decorrer ao longo de 22 horas no vasto território russo, encerrando na região de Kalininegrado, o ponto mais ocidental.

A última sondagem do instituto público VTsIOM dava a Putin 69% das intenções de voto, com larga vantagem face aos restantes candidatos. Pavel Groudinine, do Partido Comunista, está creditado com 7% a 8%, e o ultranacionalista Vladimir Jirinovski deve garantir entre 5% e 6%. Os restantes cinco concorrentes terão resultados residuais.

O grande ausente da eleição presidencial é o opositor “número um” do Kremlin, Alexei Navalny, o único com capacidade de mobilizar dezenas de milhares de pessoas, acusado pelas autoridades de “repetida violação” da lei sobre a organização de manifestações e proibido de concorrer ao escrutínio devido a uma antiga condenação judicial, que considera encenada pelo Kremlin.

Com mais seis anos pela frente, Vladimir Putin prepara-se para ficar praticamente um quarto de século ao comando da Rússia, uma longevidade no Kremlin que fica apenas atrás de Josef Stalin.