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Terça-feira negra em França: estações desertas em Lyon

Terça-feira negra em França: estações desertas em Lyon
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De  Laurence Alexandrowicz e Antonio Oliveira e Silva
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Cerca de mil trabalhadores marcharam contra as reformas do presidente Macron.

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Nesta terça-feira de greve em França, o caos nas grandes estações de caminhos de ferro de Paris contrastava com estações desertas em Lyon, como a de Perrache, no centro da cidade.

A Euronews acompanhou a marcha dos trabalhadores da operadora pública francesa de comboios, a SNCF.

Tal como em todo o país, estão contra as reformas impostas pelo Governo do presidente Emmanuel Macron, que supõem uma abertura do setor aos privados e mudanças substânciais no estatuto dos trabalhadores e dos novos contratos de trabalho.

Laurent Aubelau, do sindicato CGT-SNCF, explicou à Euronews que a liberalização do setor dos caminhos de ferro não é uma obrigação:

"A privatização é, antes de mais, uma escolha do Governo, A Europa permite-o, mas é uma escolha política, dogmática. Estamos contra. Não trás nada de bom nem aos utentes, nem aos trabalhadores."

Para as ruas de Lyon foram também os estudantes. Protestaram contra um incidente recente, registado na Universidade de Montpellier.

Um grupo de encapuzados expulsou, de forma violenta, de um anfiteatro, grupos de estudantes que se opunham à  eforma do acesso ao ensino superior. Uma reforma que tem mobilizado os sindicatos deestudantes. 

Entre os cerca de mil pessoas que marcharam nas ruas de Lyon esta terça-feira, havia também funcionários e trabalhadores do setor da saúde.

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