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Surto de malária em Angola: 720 mil doentes e 2100 mortos em três meses

Surto de malária em Angola: 720 mil doentes e 2100 mortos em três meses
Direitos de autor LUSA/PAULO NOVAIS
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De  Euronews com Lusa
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Números oficiais do Ministério angolano da Saúde. Luanda, Benguela, Uíge e Bié são as províncias mais afetadas.

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Angola registou no primeiro trimestre deste ano mais de 720 mil casos de malária, a principal causa de morte no país, que resultou em quase 2.100 óbitos, segundo um relatório do Ministério angolano da Saúde, a que a agência Lusa teve acesso.

Os dados indicam como províncias mais afetadas Luanda, a capital de Angola, com 177.029 casos e 278 óbitos, Benguela (90.896 e 348 óbitos), Uíge (69.164 e 250 óbitos) e Bié (65.068 e 324 óbitos).

Já as províncias com os menores números de casos e óbitos são Cabinda (2.061 e cinco óbitos), Namibe (5.355 e cinco óbitos) e Cunene (5.926 e 28 óbitos).

A província do Huambo, apesar do reduzido índice de casos (24.757), comparativamente às restantes regiões apresenta um elevado número de mortes, com um total de 122 óbitos, igual à situação do Cuanza Sul, com um registo de 40.990 casos e 141 mortes.

A malária, além de constituir a principal causa de morte em Angola, é também o maior motivo de internamentos hospitalares e de abstenção escolar e laboral.

Os dados indicam ainda que só nas últimas 24 horas houve a necessidade de internamento de 394 doentes, tendo sido solicitadas 103 transfusões sanguíneas e realizadas 137 hemotransfusões.

Também nas últimas 24 horas, a malária afetou 4.774 crianças entre os zero e quatro anos, com um total de 28 óbitos, seguindo-se menores entre os cinco e 14 anos, com 4.250 casos e nove óbitos, sendo o restante maiores de 15 anos com 4.471 casos e 13 mortes, que perfazem o total em todo o país de 13.405 casos e 50 óbitos.

Como medidas de controlo vetorial e ações de prevenção da doença em todo o país, foram realizadas várias ações nas últimas 24 horas, como a distribuição de mosquiteiros, fumigação aérea, pulverização intra-domiciliar e aplicação de biolarvicidas em criadouros, para o controlo larval.

Outras fontes • Teresa Bizarro

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