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Professores angolanos começam 15 dias de greve

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Professores angolanos começam 15 dias de greve

Professores angolanos começam 15 dias de greve
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LUSA/PAULO CUNHA
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Os professores angolanos começam hoje um período de 15 dias de greve no ensino geral. Na origem do protesto, convocado pelo Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) angolano, está um conjunto de reivindicações que os docentes defendem há cinco anos.

A greve é a “terceira fase” de uma paralisação que foi suspensa no ano passado, numa altura em que o Ministério da Educação prometeu encontrar uma solução para o problema.

Na última semana, o presidente do Sinprof explicou que a intenção dos professores é demonstrar a "insatisfação" pela não aprovação do novo Estatuto da Carreira Docente e rejeitar a estratégia do Ministério da Educação de priorizar o concurso público de admissão de novos professores em detrimento da atualização de categoria dos professores em serviço.

Guilherme Silva afirmou ainda que os professores vão avançar para a greve, não porque não são patriotas, mas porque entendem que "não há vontade política e sensibilidade da parte do Executivo em solucionar os problemas que se arrastam há muitos anos".

Esta segunda-feira, o Ministério da Educação de Angola garantiu que tem concretizado as exigências que constam do caderno reivindicativo dos professores e lamentou que a greve não tenha sido suspensa.

Em comunicado, o Ministério refere que as várias exigências que constam no caderno e que foram apresentadas em 2013 já foram resolvidas ou estão em fase de resolução.

Sobre o anteprojeto do Estatuto da Carreira Docente, o ministério refere que "tendo em conta a complexidade" da matéria, "foi considerado necessário estabelecer um cronograma para a sua aprovação", que inclui a "elaboração da tabela indiciária que lhe está associada bem como a definição da respetiva incidência financeira".