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Rússia pede à Google e Apple para remover Telegram das lojas de aplicações

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Rússia pede à Google e Apple para remover Telegram das lojas de aplicações

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A cruzada do Serviço Federal russo de Supervisão de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Média (Roskomnadzor) contra o Telegram prossegue. Esta terça-feira foram enviados pedidos para a Google e a Apple removerem o serviço de mensagens das respetivas lojas de aplicações.

Na prática pretende evitar-se que os cidadãos possam descarregar e usar a aplicação.

As autoridades russas iniciaram o processo para o bloqueio total em território nacional. 16 milhões de endereços IP já foram bloqueados, incluindo alguns pertencentes à Amazon e à Google, de acordo com reclamações apresentadas que alertam para falhas colaterais que os utilizadores de sites que recorrem aos recursos dos dois gigantes experienciaram.

O Telegram continua a ser usado.

"Na verdade temos uma guerra civil a começar na Internet com todos os relatórios de status sobre o que funciona ou não. Sobre como contornar os bloqueios em diferentes ocasiões. O próprio chefe do Roskomnadzor diz estar em guerra. Essa é a linguagem militar usada para descrever a situação", sublinha Anton Merkurov, perito em Internet.

Entrevistado pelo jornal "Vedomosti", o chefe do Serviço Federal russo de Supervisão de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Média prometeu continuar a luta até conseguir que o Telegram dê aos serviços secretos russos, FSB, o algoritmo de encriptação das mensagens porque até ao momento a exigência continua a ser ignorada.

"As agências de aplicação da lei não negoceiam nesta fase. A atitude que adotam tem natureza de ultimato: ou nos dão algo ou vamos bloqueá-lo. Não há outra forma", refere Ramil Akhmetgaliev, advogado que representa o Telegram em tribunal.

Os protestos multiplicam-se. De acordo com os serviços secretos russos, o Telegram é a aplicação mais utilizada pelas organizações terroristas para planear atentados. Terá servido para a organização do ataque suicida que matou 15 pessoas no metro de São Petersburgo, em abril de 2017.

A 20 de março, o Roskomnadzor enviou uma notificação ao Telegram informando que a aplicação estava a violar a lei da informação ao recusar fornecer ao FSB os dados necessários para decifrar a correspondência dos suspeitos do ataque em São Petersburgo. O Supremo Tribunal da Rússia reconheceu legitimidade às exigências do FSB.