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Suazilândia vai passar a chamar-se eSwatini

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Suazilândia vai passar a chamar-se eSwatini

Suazilândia vai passar a chamar-se eSwatini
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O Rei Mswati III, considerado como o último monarca absoluto do continente africano, anunciou, quinta-feira, que o seu país, a Suazilândia, iria mudar oficialmente de nome para eSwatini.

O nome signicia, na língua nacional, "terra dos swazi", grupo etnolinguístico que fala swati - o prefixo com letras minúsculas é habitual em nomes das línguas bantus do grupo nguni, ao qual pertencem também as línguas zulu (isiZulu) e xhosa (isiXhosa).

O anúncio foi feito durante as celebrações dos 50 anos da independência do pequeno Estado situado na extremo sul do continente africano, entre Moçambique e a África do Sul.

A verdade é que o termo Reino de eSwatini já foi utilizado anteriormente em várias ocasiões, nos últimos anos, tanto na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2017, como em encontros da União Africana.

Foi em Manzini, a 40 quilómetros a leste da capital, Mbabane que o rei explicou que o país voltava ao nome anterior à colonização britânica.

"Fim da confusão" entre Suazilândia e Suíça

O pequeno país é um dos mais pobres da região e conseguiu a independência do Reino Unido em 1968, muito antes do fim do apartheid sul-africano e seis anos antes da independência de Moçambique de Portugal.

Outro motivo apresentado para a mudança de nome foi de ordem prática. É que o nome Swazilândia, em inglês Swaziland, confunde-se, muitas vezes, com o nome da Suíça em inglês, Switzerland.

O Rei Mswati III disse ainda, durante a cerimónia em que se apresentou com uniforme militar, que queria que as pessoas tivessem um país com um nome com o qual se identificassem.

A maioria da população do país que agora se vai chamar eSwatini vive da agricultura e do cultivo do açúcar. A maioria da população vive na pobreza e a taxa de infeção pelo vírus VIH/SIDA é da mais elevada do Planeta.