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A menos de seis meses das eleições está tudo em aberto

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A menos de seis meses das eleições está tudo em aberto

A menos de seis meses das eleições está tudo em aberto
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A menos de seis meses das eleições no Brasil está tudo em aberto e é difícil fazer prognósticos. O país vive um momento de grande incerteza. A euronews falou com o politólogo brasileiro Vitor Marchetti para tentar compreender o momento atual e os possíveis cenários de futuro.

O Partido dos Trabalhadores insiste em Lula da Silva como seu candidato à presidência, um cenário cada vez mais improvável. O ex-presidente está detido por corrupção, condenado a 12 anos e um mês de prisão. A sua libertação é, cada vez mais, uma miragem e ainda que acontecesse, não é certo que ele seja elegível. Ainda assim, para o PT continua a não haver plano B.

Não há um substituto claro para Lula da Silva, o carismático ex-presidente, o preferido dos brasileiros, dizem as sondagens, e este deverá manter-se candidato até o PT ser obrigado a apresentar, em contrarrelógio, outra solução, o que tornará mais incerta a votação

É nessa altura que o PT terá de tomar decisões e apresentar, em contrarrelógio, o seu plano B, cenário que torna a eleição brasileira mais incerta.

Mas não é só o Partido dos Trabalhadores e Lula da Silva que estão em cheque nestas eleições. Michel Temer, o atual presidente brasileiro, está também a braços com a justiça, a Procuradoria Federal pediu, sexta-feira, ao Supremo mais 60 dias para investigar o chefe de Estado e a sua família num caso também de corrupção. Apesar da sua clara impopularidade Temer teima em recandidatar-se.