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Greves na Air France causam queda a pique nas ações

Greves na Air France causam queda a pique nas ações
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Há mais de dez anos que as ações da Air France-KLM não conheciam uma descida tão grande num só dia. A semana começou da pior forma: Os títulos da transportadora aérea estiveram a perder mais de 14 por cento. Desde o início do ano, a cotação perdeu cerca de metade do valor. As reformas previstas pela administração para combater a concorrência causaram uma onda de contestação, que acabou por custar a cabeça do presidente Jean-Marc Janaillac.

A crise continua. Esta segunda-feira foram cancelados cerca de 15% dos voos. Foi o décimo quarto dia, desde fevereiro, em que houve greve dos pilotos e pessoal de cabine. A situação ameaça castigar ainda mais a situação da empresa. A perda de clientes pode ser irreversível, como diz Gérard Feldzer, analista: "A Air France é frágil, mas todas as companhias aéreas o são, porque as margens são muito pequenas e um conflito duradouro como este significa uma perda de clientes. Recuperar clientes, por vezes, torna-se muito complicado".

A onda de greves custou, até agora, 300 milhões de euros. 15 de maio vai ser um dia decisivo, com a administração a votar um plano de transição. O maior acionista da Air France é o Estado francês, que detém 14%. O governo de Paris já anunciou que não vai salvar a companhia a qualquer custo. O ministro da economia, Bruno Le Maire, exortou os sindicatos a retomar o diálogo com a administração e pediu esforços para melhorar a competitividade da empresa.