Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Europeus poderão pagar alto preço por defender acordo com Irão

Europeus poderão pagar alto preço por defender acordo com Irão
Direitos de autor
REUTERS/Francois Lenoir/File Photo
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Poderiam os líderes europeus terem feito mais para evitar decisão dos EUA de abandonar o acordo nuclear com o Irão?

"A questão vital é saber quão agressivos serão os EUA na implementação das sanções"

Cornelius Adebahr Analista político, Carnegie Europe

À euronews o investigador Cornelius Adebahr, do centro de estudos Carnegie Europe, respondeu que "não é que eles não tenham feito o suficiente. O presidente dos EUA parece ter tomado a decisão com grande convicção, baseada na sua análise, nos seus pontos de vista, sem quase levar em conta os esforços tentados pelos europeus".

Os signatários europeus são a França, a Alemanha e o Reino Unido, aliados próximos dos EUA. Será vão arriscar danificar a relação transatlântica?

"A questão vital é saber quão agressivos serão os EUA na implementação das sanções, que não vão ser implementadas já amanhã. Vai ser preciso semanas ou meses para que o quadro completo de sanções volte a estar em vigor. Isso fornece uma janela de oportunidade para os europeus dialogarem com os norte-americanos sobre até que ponto será possível manter o envolvimento europeu no acordo", explicou o analista político.

O Irão disse querer manter-se no acordo se tiver o apoio dos outros signatários que, além dos europeus, são a Rússia e a China. Mas será que há condições internas para manter essa decisão?

"A pressão interna vai aumentar no Irão. O presidente Rouhani está, de certa forma, de mãos atadas a este acordo, que defendeu durante a sua campanha de reeleição. Se o acordo for decretado como nulo, o presidente tem pouco para mostrar e seus opositores da linha dura, que vão dizer-lhe que sempre desconfiaram dos norte-americanos e que agora está provado que tinham razão", concluiu Cornelius Adebahr.