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EUA em defesa isolada de Israel no Conselho de Segurança da ONU

EUA em defesa isolada de Israel no Conselho de Segurança da ONU
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De  Euronews com EFE
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Maioria de países presentes na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU questionou atuação das forças israelitas contra protestos na Faixa de Gaza, que se saldou em dezenas de mortos

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Os Estados Unidos foram o único país a defender a resposta de Israel aos protestos na Faixa de Gaza, durante a reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU desta terça-feira, na qual a maioria dos países questionou a atuação das forças hebraicas, que resultou em dezenas de mortos na véspera.

Vários países-membros, tal como a própria ONU, pediram uma investigação independente e que Israel limite o uso da força.

A embaixadora britânica Karen Pierce disse que "há uma necessidade urgente de estabelecer os factos, incluindo por que razão um volume de tiros tão elevado continua a ser considerado justificável. O direito palestiniano aos protestos pacíficos é incontestável mas, ao mesmo tempo, há a preocupação de que esses protestos em Gaza estejam a ser aproveitados por elementos extremistas".

Os Estados Unidos, grandes aliados de Israel, culparam o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, pela violência, aproveitando para apontar também o dedo ao Irão.

A embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que "nos últimos dias, terroristas do Hamas apoiados pelo Irão, atiçaram ataques contra as forças de segurança e infraestruturas israelitas. O ponto comum em tudo isto é a conduta destabilizadora do regime iraniano, que insiste em promover a violência no Médio Oriente, ao mesmo tempo que priva o seu próprio povo de Direitos Humanos básicos".

Segundo fontes diplomáticas, os Estados Unidos bloquearam a adoção de uma declaração na qual se pedia formalmente uma investigação imparcial.

O embaixador francês François Delattre defendeu que "cabe ao Conselho de Segurança falar com uma voz bastante forte, no sentido de parar a atual escalada da violência. O silêncio do Conselho desde o início da crise está a tornar-se cada vez menos compreensível e, desde [esta segunda-feira], criou um perigoso vazio".

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