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O papel dos jovens irlandeses no "Sim" ao aborto

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O papel dos jovens irlandeses no "Sim" ao aborto

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REUTERS/Clodagh Kilcoyne
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Depois da vitória do "Sim", no referendo irlandês, que abre as portas à abolição às restrições ao aborto, celebrou-se a vitória nas ruas. Para quem fez a campanha pelo "Sim" é claro o papel dos jovens irlandeses:

"A maioria das pessoas votou "sim", isso quer dizer que a vida das mulheres importa. Tenho a clara noção de que tem vindo a crescer uma nova Irlanda, digamos, nos últimos 10 anos. mais ou menos, e penso que esta votação mostra isso, que os jovens - trabalhando com outras gerações - mas os jovens são hoje uma enorme força motriz", explica Ailbhe Smyth, do movimento Together for Yes Campaign.

A surpresa pode ter sido maior para os apoiantes do "Sim". Para quem votou não, e apesar da deceção, não foi a vitória do "Sim" que surpreendeu:

"Fiquei surpreendida com a vitória tão esmagadora, não pelo facto de o "Sim" ter vencido", diz Anne-Marie McCarrick, apoiante do "Não".

"Acho que é hora de uma mudança e o voto representa as mulheres em grande forma. A Igreja Católica já teve o seu tempo para falar, agora é hora de uma mudança", adianta Martin Regan, um irlandês de 55 anos, apoiante do "Sim".

Apoiantes do "Sim" dizem-se prontos a que se adote uma nova lei com o nome de Savita Halappanavar, que morreu em 2012. A jovem faleceu, depois de complicações, às dezassete semanas de gravidez, e devido à recusa dos médicos em provocar um aborto, ainda que soubessem que a sua vida estava em risco, porque se ouvia o batimento cardíaco do bebé.

O novo documento deve começar a tomar forma e ser votado em dezembro.