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Procurador Federal belga: "há elementos que nos permitem falar de terrorismo"

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Procurador Federal belga: "há elementos que nos permitem falar de terrorismo"

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O ataque que deixou três mortos em Liège, no leste da Bélgica, é investigado pela Justiça Federal como "assassinato terrorista e tentativa de assassinato". O incidente teve lugar por volta das 10:30 da manhã no centro da cidade da Valónia, não muito longe da fronteira com a Alemanha.

Um homem matou duas agentes da polícia à facada e disparou depois sobre um passageiro de um veículo, um jovem com 22 anos, com uma arma roubada a uma das agentes. Fez depois uma refém numa escola e acabou abatido por agentes da polícia.

Eric van der Spyt, procurador Federal belga, falou aos jornalistas em vários elementos que levaram as autoridades a tomar essa decisão:

"Os primeiros elementos da investigação mostram que talvez façamos frente a um ataque terrorista. São elementos que relacionamos com a forma de atuar de pessoas relacionados com os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico. Na internet, vemos mensagens de com ideias para atacar a polícia com uma faca e roubar as armas de serviço. E pensamos no facto de que o atacante gritou várias vezes 'Allah Akbar'.

Benjamin H, de 36 anos, encontrava-se numa saída precária da prisão de Marche-en-Famenne, a uns 50 quilómetros a sul de Liège. Resta saber se deveria ter sido autorizado a sair. Uma questão que, para o ministro Federal da Justiça belga, Koen Geens, continua por responder:

"A questão é a mesma: será que o facto de se encontrar com pessoas, de participar em orações em grupo é um sinal de radicalização suficiente para ser visto como um terrorista perigoso. A resposta é clara: não. Talvez nos tenhamos enganado, mas a resposta era negativa."

O atacante tinha sido condenado por roubo com violência, por consumo de drogas e por rebelião. Estava previsto que voltasse para a prisão terça-feira ao fim da tarde.