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Segurança máxima em Viena durante visita de Putin

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Segurança máxima em Viena durante visita de Putin

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Segurança máxima em Viena para a receção ao presidente da Rússia. Vladimir Putin inicia, terça-feira, uma visita de Estado ao país. Em entrevista à televisão pública austríaca o chefe de Estado russo falou, entre outras coisas, sobre as relações com a União Europeia:

"Não perseguimos o objetivo de dividir a União Europeia. Estamos, efetivamente, interessados em que a UE continue unida e prospere, porque a União Europeia é o nosso principal parceiro comercial", afirmou Putin.

A forma como a Áustria geriu o caso Skripal, ao não expulsar os diplomatas russos, provocou críticas. O executivo defende-se:

"Precisamos de diálogo, especialmente num momento em que há uma série de tensões em todo o mundo, que só podem ser resolvidas e combatidas, em conjunto, e não contra a Rússia", adiantou Peter Launsky-Tieffenthal, porta-voz do governo austríaco.

Vladimir Putin tenta contornar, como pode, as sanções da União Europeia. Aliar-se a parceiros como a Áustria, país que tem, atualmente, um governo de extrema-direita, é uma forma de consegui-lo:

"É claro que, do ponto de vista russo, todas as oportunidades são boas para sair do isolamento da Europa, principalmente através de acordos bilaterais, e, nesse sentido, a Áustria é um parceiro bem-vindo", explica Velina Tchakarova, do Instituto Austríaco Europeu e de Segurança.

"Esta visita inclui também um fórum económico bilateral. Mais recentemente, o vice-chanceler Strache pediu o fim das sanções económicas. No entanto, o governo austríaco diz-se em sintonia com a UE e quer atuar como construtor de pontes entre o Oriente e o Ocidente, durante a sua Presidência da UE", refere Johannes Pleschberger, correspondente da Euronews.