Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

PAC: Ministros da agricultura europeus cautelosos com cortes

PAC: Ministros da agricultura europeus cautelosos com cortes
Tamanho do texto Aa Aa

Os ministros da Agricultura da União Europeia mostraram-se muito cautelosos com as propostas de reforma da Política Agrícola Comum (PAC), apresentadas pela Comissão Europeia, que prevê cortar 5% das verbas para o setor no próximo orçamento plurianual.

O temor maior é que a agricultura esteja a ser vista como a área que melhor permite fazer ajustes no orçamento europeu

Denis Ducarme Ministro da Agricultura, Bélgica

"É um esforço muito grande que está a ser pedido a vários países", disse Denis Ducarme, ministro da Agricultura da Bélgica, antes de uma reunião informal, na Bulgária, na terça-feira.

"O temor maior é que a agricultura esteja a ser vista como a área que melhor permite fazer ajustes no orçamento europeu e isso será difícil de aceitar", acrescentou.

Portugal é um dos países mais críticos desses cortes, mas também há críticas das organizações ambientalistas, tais como a Greenpeace.

Neste caso, o argumento é que os 365 mil milhões de euros são destinados, sobretudo, às grandes explorações, que contribuem muito para a poluição.

"A Comissão Europeia abandonou a sua responsabilidade de proteger os cidadãos e o ambiente da União Europeia porque deu ao Estados-membros uma enorme margem de manobra, sem definir regras e limites claros que os impeçam de causar danos ao meio ambiente e, até mesmo, à saúde humana", disse, à euronews, Marco Contiero, especialista em política agrícola na delegação da Greenpeace, em Bruxelas.

Já a Comissão Europeia contra-argumenta que vai exigir maiores cuidados com o ambiente por parte dos agricultores e apostas na inovação tecnológica.

Um pouco à semelhança do que se faz numa exploração belga visitada pelo correspondente da euronews, Grégoire Lory, onde três robôs ajudam na criação de vacas leiteiras.

"A utilização da robótica não é uma forma de industrialização agrícola, muito pelo contrário. Os animais estão muito mais calmos, alimentam-se ao seu ritmo, movimentam-se quando querem, vão até ao robô alimentarem-se quando querem. Não há stress na vacaria e isso está bem à vista", explicou a proprietária, Cindy Rabaey.