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Brexit: Impasse na solução para o controlo fronteiriço

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Brexit: Impasse na solução para o controlo fronteiriço

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REUTERS/Francois Lenoir
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Um plano de contingência para evitar uma fronteira rígida entre a República da Irlanda e o território britânico da Irlanda do Norte não pode ser alargado a todo o Reino Unido.

Sem acordo aduaneiro, é de esperar um choque económico muito negativo para o Reino Unido

Zsolt Darvas Analista económico, Bruegel

O principal negociador do Brexit pela União Europeia, Michel Barnier, explicou a recusa da expansão do chamado 'backstop', na expressão em Inglês, numa conferência de imprensa, sexta-feira, em Bruxelas.

"O plano de contingência foi concebido para a situação específica da Irlanda do Norte. O que é praticável num território do tamanho da Irlanda do Norte não é, necessariamente, possível num país com o tamanho do Reino Unido", disse o negociador.

O atual impasse negocial enerva o chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson, ao ponto de ter defendido agir agressivamente, "tal como o presidente norte-americano Donald Trump", numa gravação divulgada pelo website Buzzfeed.

Questionado sobre essa frase, Barnier respondeu que "respeitamos as linhas vermelhas britânicas e gostaria que o Reino Unido também as respeitasse".

REUTERS/Clodagh Kilcoyne/File Photo

A proposta do governo de Londres veio da ala mais moderada e visava acalmar as vozes receosas de um possível caos na economia, se o país abandonar a união aduaneira sem um acordo sobre o controlo fronteiriço.

"Se for esse o caso, é de esperar um choque económico muito negativo para o Reino Unido porque haveria um súbito colapso de várias cadeias de valor. Isto é, o ciclo produtivo das empresas pode ser subitamente destruído, o que teria um impacto muito negativo no Reino Unido. Penso que poderia, mesmo, levar a uma recessão muito profunda", explicou, à euronews, Zsolt Darvas, analista económico do centro de estudos Bruegel, em Bruxelas.

A Grã-Bretanha nunca aceitará uma fronteira aduaneira entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido e essa posição não vai mudar, disse um porta-voz do governo britânico, depois anúncio de Barnier.