Polónia retira penas de prisão de polémica lei do Holocausto

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De  Rodrigo Barbosa com EFE / Reuters
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Parlamento polaco aprova alteração da lei do Holocausto que remove penas de prisão, na esperança de melhorar relações com EUA e Israel

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O Parlamento polaco aprovou uma nova versão da polémica Lei do Holocausto, na esperança de melhorar as relações com Israel e os Estados Unidos.

Numa decisão surpreendente, os conservadores do partido Lei e Justiça, no poder, decidiram eliminar do texto controverso as penas de até três anos de prisão previstas para quem fosse condenado pelo uso do termo "campos de concentração polacos" ou por acusar a Polónia de cumplicidade no Holocausto.

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, afirmou que "o objetivo da lei era e continua a ser lutar pela verdade acerca da época da Segunda Guerra Mundial, uma verdade que tem sido falsificada nos últimos 30 anos, razão pela qual uma medida de choque como esta era necessária".

O texto anterior tinha sido severamente criticado por Washington e Telavive, que o considerava um "desafio à verdade histórica", um ataque à liberdade de expressão e uma tentativa para descartar a cumplicidade, direta ou indireta, de determinados setoras da sociedade polaca nos crimes contra os judeus sob o regime nazi.

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