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O "mea culpa" com limites de Alexandre Benalla

O "mea culpa" com limites de Alexandre Benalla
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Alexandre Benalla, antigo colaborador do Palácio do Eliseu - a presidência da República francesa - filmado enquanto espancava um manifestante durante as celebrações do Primeiro de Maio, disse, finalmente, de sua justiça. E escolheu o mesmo jornal que revelou a sua identidade, ao divulgar o video amador, o vespertino Le Monde.

Parte do círculo dos próximos do presidente Emmanuel Macron, Alexandre Benalla perdeu o emprego e é agora objeto de uma investigação, num caso que tem marcado a atualidade dos media franceses.

Benalla diz que cometeu "uma falta política, mas não uma falta de natureza moral." Acrescenta que, durante o Primeiro de Maio, em Paris, portou-se como "um cidadão" e que tinha como missão "deter aqueles que causavam distúrbios."

"Não vou deixar com que me façam passar por delinquente."

Um golpe contra o presidente Macron

"Tenho a sensação a sensação de ter feito uma enorme palermice. E de ter cometido um erro. Mas um erro pode ser considerado do ponto de vista político. Nunca deveria ter posto os pés naquela manifestação nem como observador. E deveria ter permanecido no meu lugar."

Mas Benalla diz também, na entrevista ao Le Monde, que o caso que é conhecido com o seu nome, é também um caso contra o presidente Macron.

"Foi uma boa oportunidade para atingir o presidente da República. Os factos, posso assumi-los, mas não acredito numa teoria do complot. É a realidade."

Benalla diz que causou rancor no Eliseu: "Sou um miúdo de 25 anos que não fez a ENA - Escola Nacional de Administração, criada pelo General De Gaulle para formar a elite política e administrativa do país - não sou representante do Estado (_sous-préfet _) e sou o extraterrestre do grupo. Quem revelou toda a informação trabalha num nível importante."

Uma "tempestade num copo de água"

Depois de dias de um silêncio ensurdecedor, o presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu reagir ao Caso Benalla, na quarta-feira.

Macron disse estar "desiludido" pela "falta grave" cometida pelo seu antigo colaborador. Mas o presidente francês também criticou os media franceses porque disseram "muitas palermices."

Quinta-feira, o presidente francês disse também que tudo não passava de "uma tempestade num copo água."