Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Scott Morrison, de rosto de "Fronteiras Soberanas" a primeiro-ministro

Scott Morrison, de rosto de "Fronteiras Soberanas" a primeiro-ministro
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

Ambicioso, conservador e cristão evangélico. É este o perfil de Scott Morrison, que tomou hoje posse como novo primeiro ministro da Austrália.

Com 50 anos, Morrison tornou-se o trigésimo líder do governo australiano, depois de Malcolm Turnbull ter liderado o executivo desde 2015. Já o cargo de ajunto e de responsável pelo Tesouro passou para as mãos de Josh Frydenberg, que foi igualmente empossado pelo Governador-geral da Austrália, Sir Peter Cosgrove.

Casado e pai de duas filhas, Scott Morrison - o sexto líder do governo em pouco mais de uma década - subiu ao poder depois de vencer as disputas internas no Partido Liberal, ao bater Peter Dutton, ex-ministro do Interior, e Julie Bishop, ministra dos Negócios Estrangeiros.

Tolerância zero contra migrantes

Morrison conta já no currículo com passagens pelo Tesouro e pelo ministério dos Assuntos Sociais. Porém, foi como ministro da Imigração e Proteção de Fronteiras, entre 2013 e 2014, que iniciou o percurso como governante e ganhou fama pelas políticas restritivas e hostis aos refugiados.

Sob a liderança de Morrison nasceu então a operação "Fronteiras Soberanas". Barcos repletos de migrantes passam a ser recusados e quem pede asilo é conduzido para centros remotos de detenção na Papua Nova Guiné, Ilha de Manus ou em Nauru.

99.media

Já os refugiados que conseguem escapar ao controlo e alcançar a costa australiana enfrentam o mesmo destino.

Esta política reduziu o número de migrantes a entrar no país, mas acaba por dividir a opinião pública. A reputação internacional do país sai também danificada, à medida que organizações de direitos humanos soam o alarme perante a intransigência australiana.

A Amnistia Internacional chama a estes centros de detenção verdadeiras prisões a céu aberto. Para a ONG, o tratamento que estes homens e mulheres privados de liberdade têm chega mesmo a aproximar-se de tortura.

Desde 1996 e da chegada ao poder de uma coligação conservadora, a Austrália não parou de endurecer a sua política de imigração, uma política para a qual o Partido Trabalhista também contribuiu.

Esta política australiana de tolerância zero é agora um exemplo a ser seguido pelo ministro italiano do Interior, Matteo Salvini.