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Exército em Roraima: Governo descarta fechar fronteira com Venezuela

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Exército em Roraima: Governo descarta fechar fronteira com Venezuela

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Mais de três mil soldados serão responsáveis pela segurança na fronteira entre o estado brasileiro de Roraima (norte) e os estados venezuelanos de Bolívar e Amazonas. De acordo com a Agência Brasil, os militares terão como funções incrementar a segurança, ampliar a proteção nos abrigos e atuar em conjunto com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O ministro da Defesa, o general Joaquim Silva e Luna disse, em entrevista ao programa de rádio Voz do Brasil, da EBC, que o objetivo é também que os imigrantes tenham acesso a orientações e assistência humanitária ao chegar ao país.

O decreto presidencial que autoriza o envio de membros do exército para Roraima foi publicado no Diário Oficial da União. A operação dura até dia 12 de setembro.

A medida ocorre uma semana depois de um grupo de habitantes da cidade de Pacaraima terem expulsado grupos de migrantes e destruído os seus pertences, depois de um assalto, alegadamente cometido por um grupo de venezuelanos.

Cerca de 1200 pessoas foram obrigadas a deixar a localidade. As imagens dos migrantes a recolher o que tinham com eles enquanto os habitantes de Pacaraima cantavam o hino brasileiro correram o mundo.

O Governo Federal diz que entre 600 e 700 venezuelanos passam pela fronteira todos os dias e que entre 20% a 30% ficam em território brasileiro.

Uma crise humanitária sem fim à vista

A Polícia Federal calcula que tenham entrado no Brasil quase 130 mil venezuelanos entre 2017 e os primeiros seis meses deste ano, ainda que mais de metade tenha deixado território nacional.

Muitos dos migrantes venezuelanos seguem caminho para outros países hispanos e procuram refúgio em países como a Colômbia, o Equador ou o Perú. Por agora, a crise não dá sinais de abrandar.

Quarta-feira, a Presidência da República esclareceu que o Governo não tem a intenção de limitar a entrada de venezuelanos nem de fechar a fronteira. Esse era, no entanto, o desejo de algumas instâncias estaduais de Roraima.

Anteriormente, o presidente Michel Temer falou na possibilidade de estabelecer um mecanismo de distribuição de senhas. A Presidência esclareceu também que o mecanismo, sugerido pelo presidente, seria uma forma de melhorar o atendimento humanitário na região.