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Ministros da Defesa do Brasil e da Venezuela reunidos em Puerto Ordaz

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Ministros da Defesa do Brasil e da Venezuela reunidos em Puerto Ordaz

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Os ministros da Defesa do Brasil e da Venezuela encontraram-se na cidade venezuelana de Puerto Ordaz, esta quinta-feira, para debater os problemas que preocupam os dois países latino-americanos, como o narcotráfico, o crime transfronteiriço e o tráfico de de Seres Humanos.

Para Vladimir Padrino López, ministro da Defesa venezuelano, o êxodo crescente de cidadãos do seu país para o grande vizinho do sul não passa de uma "crise humanitária inventada."

Padrino López disse que pelo menos dois mil venezuelanos escolheram "regressar a casa" e que já se encontram na Venezuela.

Nicolás Maduro, o presidente da Venezuela, assim como outros membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (Governo, chavistas), diz que os números divulgados pelas agências internacionais são apenas uma tentativa de justificar uma intervenção estrangeira no país.

Maduro falou em argumentos "alarmistas" e em "fake news."

De acordo com o Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas, quase dois milhões de pessoas abandonaram a Venezuela nos últimos três anos, quando se agravou a crise daquela que foi uma das economias mais prósperas da América do Sul.

O ministro brasileiro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, adotou uma atitude mais conciliadora e recordou que ambos países partilham uma fronteira comum e que a cooperação entre ambos Governos se desenrola com toda a normalidade.

Militares na fronteira

No entanto, no mês passado, o presidente brasileiro, Michel Temer, decidiu enviar membros do exército para manter a ordem e proteger os habitantes do estado de Roraima, situado no norte.

Roraima é a porta de entrada para milhares de venezuelanos que procuram fugir à fome e à crise. Temer disse que não tinha a intenção de fechar a fronteira com a Venezuela, mas culpou o Governo de Maduro pela crise e disse que esta precisava de uma "resposta a nível regional."

Migrantes rumo ao Rio Grande do Sul

Entretanto, mais de 200 venezuelanos deixaram a localidade de Boa Vista, no estado de Roraima, rumo a Canoas, Rio Grande do Sul. Foi a primeira vez que a cidade participou no processo de distribuição de migrantes, com assistência às famílias.

Espera-se que a cidade receba o equivalente a mais de 200 mil euros do Governo Federal para ajudar à integração dos migrantes, que foram transportados num avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Desde o mês de abril, quando começou o processo, já foram distribuídos mais de 1500 migrantes venezuelanos, de forma voluntária.

As regiões interessadas devem manifestar-se e propor espaços de organizações e igrejas ou de organismos como a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR) e a Agência da ONU para as Migrações (OIM).

Os cidadãos venezuelanos que peçam refúgio e residência recebem vacinas e são submetidos a exames de saúde. São depois regularizados no Brasil.

O Governo esperar transportar cerca de 400 pessoas por semana. Na semana passada, outros grupos foram transportados para as cidades de Manaus, Cuiabá, São Paulo e Brasília.