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Frank Field demite-se do partido trabalhista

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Frank Field demite-se do partido trabalhista

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A carta de demissão de Frank Field é profundamente explícita. Na carta, o deputado britânico acusa a liderança do partido trabalhista de "não está a fazer nada de substancial para face face à erosão dos valores fundamentais do partido", acrescentando que "o partido trabalhista é cada vez mais associado a um partido racista."

As acusações de antisemitismo têm vindo a assombrar o líder do partido trabalhista Jeremy Corbyn há muitos anos.

Essas acusações aumentaram quando em 2014 se tornou público que, aquando de uma viagem à Túnisia, Jeremy Corbyn participou numa cerimónia de colocação de uma coroa de flores alegadamente em honra do grupo militante palestiniano responsável pelo ataque terrorista e homicídio de atletas israelitas durante os Jogos Olímpicos de Munique de 1972.

Jeremy Corbyn sempre negou as acusações de anti-semitismo. O líder do partido trabalhista afirmou num comunicado: "nunca foram feitas quaisquer declarações anti-semíticas em meu nome e oponho-me a todas e quaisquer formas de anti-semitismo."

A demissão de Frank Field mereceu pouca atenção por parte de Jeremy Corbyn, que de forma curta e fria lhe agradeçeu todo o seu serviço ao partido.