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Uma Chemnitz mais calma pede justiça

"Nós somos o povo", lia-se num cartaz do protesto de quinta-feira
"Nós somos o povo", lia-se num cartaz do protesto de quinta-feira -
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REUTERS/Hannibal Hanschke
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Dias depois dos violentos confrontos em manifestações contra a presença de migrantes e de requerentes de asilo em Chemnitz, no estado alemão da Saxónia, as autoridades tentam controlar o que parece ser uma situação mais calma, embora longe de completamente apaziguada.

Os protestos começaram no início desta semana, depois de um iraquiano e um sírio terem sido detidos no domingo, suspeitos de matar um residente local, com recurso a uma arma branca.

Esta quinta-feira, dezenas de pessoas concentraram-se junto do estádio desportivo de Chemnitz. Desta vez não se registaram confrontos, mas a verdade é que a manifestação foi vigiada de perto pelas forças de ordem, com elementos da Polícia Federal enviados ao terreno para prestar apoio aos agentes da polícia local.

Dentro do estádio encontrava-se o primeiro-ministro do estado da Saxónia, Michael Kretschmer, que pediu um minuto de silêncio em memória da vítima do ataque. Durante a visita, procurou também aproximar-se de uma população ainda em fúria.

"Nas conversas que tive aqui hoje e nos últimos dias aqui em Chemnitz, falei com várias pessoas que se sentem tratadas de forma injusta," disse Kretschmer.

"Estive com várias pessoas que me disseram: nem todos somos extremistas de extrema-direita. E quero dizer a essas pessoas que sei disso."

Kretschmer disse também que os responsáveis pelo assassinato do homem alemão seriam levados à Justiça, mas avisou que os manifestantes que fizeram a saudação Nazi durante os protestos do início da semana teriam de enfrentar as consequências legais.

As imagens das manifestações dos últimos dias correram o mundo, mas apesar da polémica, alguns dos habitantes locais culpam o Governo Federal.

Com cerca de 250 mil habitantes, Chemnitz fica situada na antiga República Democrática Alemã, o coração de movimentos anti-imigração germânicos, como o PEGIDA. Durante décadas, a cidade foi conhecida como Karl Marx Stadt.

Apesar do retorno à calma, há quem tema mais violência. Na quarta-feira, um migrante foi brutalmente espancado.