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Confrontos em marcha do 45.º aniversário do golpe militar no Chile

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Confrontos em marcha do 45.º aniversário do golpe militar no Chile

Confrontos em marcha do 45.º aniversário do golpe militar no Chile
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A marcha de milhares de chilenos para assinalar o 45.º aniversário do golpe militar que provocou a queda do Presidente Salvador Allende, em 1973, degenerou em violência.

As autoridades recorreram ao gás lacrimogéneo e a canhões de água para dispersar grupos de manifestantes que recordaram as vítimas da ditadura de Augusto Pinochet. Os confrontos, que se traduziram em várias detenções, obrigaram ao encerramento de estações de metro.

Antes dos confrontos, a manifestação decorria de forma pacífica na rota rumo ao Cemitério Geral de Santiago, onde repousam os restos mortais de Allende e há memoriais em homenagem às vítimas de Pinochet.

Mais de 18 anos depois do fim da ditadura, no país continua-se a pedir verdade e justiça.

"Queremos que se faça justiça, que a verdade venha à tona e que se encontrem os desaparecidos", sublinhou Veronica Antiquera, uma manifestante.

Outra das questões que é motivo de exaltação entre os chilenos está relacionada com a atitude do Governo do Presidente conservador Sebastián Piñera. É acusado de tentar justificar o golpe de Estado.

Também a postura do Supremo Tribunal é alvo de críticas por ter ordenado a libertação de sete antigos repressores de Pinochet que cumpriam pena. Pelas ruas viram-se vários cartazes com mensagens a pedir o fim da impunidade dos crimes contra a humanidade.