A linha entre Bagdade e Fallujah foi reaberta com 12 comboios "made in China", novos em folha.
Viajar de comboio no Iraque, entre Bagdad e Fallujah, voltou a ser possível com a reabertura da linha férrea.
A guerra ainda está bem visível. Ao longo do percurso, de 65 quilómetros, o cenário é desolador, com todas as marcas deixadas pela passagem do Daesh e pela luta para desalojar o grupo radical.
"A linha de Fallujah para Bagdade foi parcialmente destruída. 45 pontos foram danificados pela destruição e pelos morteiros. Recebemos instruções para reparar a linha e as pessoas ficaram surpreendidas quando viram o começo da construção", explica o chefe das operações, Abdul Mutalib Salih.
Os comboios, fabricados na China, têm todas as comodidades. Para os passageiros, esta é uma boa alternativa às estradas poeirentas e muitas vezes perigosas.
"Antes, era muito difícil, por causa de todos os checkpoints_. Muitas vezes chegávamos atrasados ao destino por causa dos engarrafamentos. Agora é muito mais fácil fazer uma viagem de ida e volta. Além de que o bilhete é barato"_, explica um passageiro.
Apesar do esforço para a reconstrução, a linha é frágil e o comboio não pode andar a mais de 100 quilómetros/hora. A compra de 12 comboios à China custou 137 milhões de dólares ao governo do Iraque. As equipas trabalham agora na recuperação das linhas para Baiji, Tikrit e Samarra.