Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Líder húngaro combate moção no Parlamento Europeu

Líder húngaro combate moção no Parlamento Europeu
Direitos de autor
REUTERS/Vincent Kessler
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, chegou atrasado ao debate no Parlamento Europeu, terça-feira, em Estrasburgo, sobre o seu governo viola os princípios e valores da União Europeia. A eurodeputada que estava a intervir fez notar esse facto à câmara, mas Viktor Orbán não pareceu muito afetado com as críticas.

O senhor está à frente do governo mais corrupto da União Europeia. É lamentável, mas é verdade.

Udo Bullman Eurodeputado, centro-esquerda, Alemanha

Mostrando-se combativo, o líder ultraconservador húngaro criticou o Parlamento Europeu por discutir o eventual acionamento do artigo 7 do Tratado de Lisboa, que pode levar a sanções contra o país.

"Crêem que sabem melhor do que os húngaros aquilo de que eles precisam. Portanto, devo dizer que este relatório não respeita, como devia, os húngaros. Este relatório usa critérios duplos e com ele o Parlamento Europeu abusa dos poderes e vai além das competências. A sua aprovação violaria as regras do Tratado", disse Orbán.

O primeiro-ministro é acusado de deriva autoritária por causa das políticas ao nível da migração e da liberdade de expressão.

Udo Bullman, líder dos socialistas e democratas, foi mesmo mais longe: "O senhor está à frente do governo mais corrupto da União Europeia. É lamentável, mas é verdade".

Um eurodeputado polaco conservador, Ryszard Legutko, saiu em defesa de Orbán: "Disseram aqui que não se trata de um ataque à sociedade húngara, mas ao governo húngaro. Mas alguém elegeu este governo, não foram a Branca de Neve e os Sete Anões."

Guy Verhofstadt, belga e líder dos liberais, também fez questão de frisar que é o líder e não a população que deve ser sancionada.

"Eu serei o primeiro a contestar medidas ou sanções contra o povo húngaro, contra o país. Essas sanções devem ser dirigidas especificamente contra o governo húngaro. A corrupção e os problemas dizem respeito ao governo húngaro e não à população", explicou em entrevista à euronews.

A moção precisa de dois terços dos votos na sessão plenária de quarta-feira para passar.

Mais do que chegar ao ponto de suspender o direito de voto da Hungria no Conselho Europeu, que seria difícill de obter, alguns eurodeputados pedem outro tipo de sanções, tais como cortes nos fundos comunitários.