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Juncker: "O Reino Unido não pode saír da União Europeia e manter os privilégios de um estado-membro"

Juncker: "O Reino Unido não pode saír da União Europeia e manter os privilégios de um estado-membro"
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No seu discurso sobre o Estado da União, Jean-Claude Juncker mudou para o inglês quando quis deixar um aviso à primeira-ministra britânica Theresa May sobre o brexit. O presidente da Comissão Europeia afirmou que o Reino Unido não pode ter tudo, não pode saír da União Europeia e permanecer no mercado único.

Jean-Claude Juncker lamentou mais uma vez hoje a decisão da saída da União Europeia por parte do Reino Unido mas afirmou que as negociações estão a executar esse mandato.

"Respeitamos a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, mas lamentamos profundamente essa decisão. Mas o governo do Reino Unido tem que compreender que não pode saír da União Europeia e manter os privilégios de um estado-membro. Se saír, não faz parte do mercado único, nem pode permanecer só em partes do mercado único," afirmou Jean-Claude Juncker.

O líder das negociações da União Europeia para o brexit Michel Barnier expressou a mesma posição. Há duas semanas atrás, Michel Barnier tinha afirmado em Berlim ter um acordo "especial" para o Reino Unido, declaração que foi mal entendida e teve impacto imediato nos mercados.

Mas o dignatário francês esclareceu agora que o Reino Unido não pode escolher os termos de saída da união. O país poderá esperar um acordo à semelhanca da Noruega mas não poderá reclamar a participação em quaisquer direitos de decisão depois do brexit.

Por outro lado, os negociadores da União Europeia deixaram também claro que não pretendem críticar ou enfraquecer a posição, já de si fraca, do governo de Theresa May e que não desejam certamente ver Boris Johnson ou Jeremy Corbin a representar o Reino Unido à mesa das negociações em Bruxelas.