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"Batalha" pela floresta milenar de Hambach

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"Batalha" pela floresta milenar de Hambach

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REUTERS/Wolfgang Rattay
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Detenções e alguns feridos ligeiros. A tensão aumentou de tom nos arredores da floresta de Hambach na Alemanha. Os cerca de quatro mil polícias apoiados por viaturas antimotim e canhões de água tiveram uma tarefa suada para controlar milhares de pessoas concentradas no apoio a ativistas que tentam proteger os bosques milenares contra a exploração de lignite, um carvão de baixa qualidade.

A manifestação juntou agricultores e outros cidadãos desta região do oeste alemão, contra a extensão da mineração do carvão num bosque com cerca de 12 mil anos.

A operação policial começou na quinta-feira para desalojar os ativistas de cerca de 60 casas de árvores.

"A Alemanha não reduz as emissões de dióxido de carbono já vai para 10 anos. O que nós pedimos ao governo é para começar a acabar com o carvão até 2030 de uma forma em que os trabalhadores tenham uma oportunidade nas novas tecnologias", diz Martin Kaiser, da Greenpeace.

Os ecologistas mantêm a ocupação no bosque desde 2012, uma presença tolerada pelas autoridades locais apesar das sucessivas ordens de despejo.

Nos anos 80 os bosques de Hambach tinham cerca de 85 quilómetros quadrados, metade já foi explorada pelo consórcio energético RWE.

Berlim comprometeu-se a encerrar todas centrais elétricas de carvão até ano e meio, 2020... mas o objetivo parece ser cada vez mais uma poeira de... fuligem.

O enviado da Euronews, Hans von det Brelie, diz ser "incrível o facto de a Alemanha ter lavado a sua imagem na produção de energia. Mas 37% da produção de eletricidade é ainda através do carvão sujo. Significa que a Alemanha não vai ser capaz de atingir os seus próprios objetivos em relação à redução de CO2 dentro do prazo".